SOS da Tai

O dia em que tirei uma nota baixa ?

Desde pequena nunca fui a mais inteligente, mas, certamente, sempre fui a mais dedicada, na escola eu era a famosa NERD. Devo isso a minha mãe, que sempre me cobrou muito, incansavelmente. rs

Mas eu sempre fui muito dedicada em tudo, seja na escola, no trabalho, no futebol com os amigos (sim, eu amava jogar futebol), eu nunca soube levar as coisas de qualquer forma, sabe. Tudo tinha uma dedicação extra, tudo tinha que sair perfeito, da melhor forma possível. Até hoje, sofro bastante com isso, por exigir tanto de mim quando ninguém está sequer ligando.

Certo dia, cheguei em casa chorando, eu havia tirado nota baixa em uma prova.

Eu chorava muito, entreguei a prova para minha mãe.

Ela brigou muito comigo e, claro, me deixou de castigo.

Mas ter recebido aquela nota, já era um castigo enorme para mim, de verdade!

Ela me proibiu de ver meus amigos, tirou computador do final de semana (naquela época só tinha computador final de semana, com internet discada e ainda, só sábado depois das 14 e domingo, pois era gratuito, ou mais barato, não recordo haha), e não podia mais ir jogar bola tudo isso por um mês. ?

No fim do mesmo dia, minha mãe foi no meu quarto, sentou do meu lado, me disse que eu precisava dar o meu máximo nos estudos, que eles iriam definir meu futuro e que ela não estaria neste mundo para sempre. Mandou eu engolir o choro e levantar a cabeça pois lágrimas não resolveriam nada. ?

Bem, ainda estava de castigo, mas, a conversa com ela, mesmo que sempre muito firme, acalentava meu coração. ❤️

No dia seguinte, cheguei na aula, chamei minha professora e pedi para refazer a prova novamente, pois não concordava com minha nota. Eu disse que ela poderia aplicar uma prova ainda mais difícil naquele momento que eu faria, a professora explicou que se a fizesse a nota iria ser substituída e que eu não poderia chorar depois, eu concordei de pronto.

E assim ela fez: eu sentei na mesa da professora e ela ditou uma prova na frente de toda a sala, ? e foi terrível, sério! Depois, ela ainda corrigiu na frente de todos e, para meu alívio, eu tirei 9,5. ??????

Ah, muleque! ?? Fiquei muito feliz, não via a hora de ir para casa e contar tudo para minha mãe. ?

Cheguei em casa, toda contente, contei para ela… e ela? Me respondeu que eu não tinha feito nada mais que minha obrigação ?. Que isso não me fazia melhor que ninguém, que se eu quero me orgulhar por algo, devo fazer o melhor da primeira vez. ?

E assim, fui aprendendo a ser forte.

Ela foi um pouco dura? Talvez tenha sido sim, ainda mais se levarmos em consideração que nesta época eu deveria ter uns 11 anos. Mas, foi a forma que ela encontrou de me educar.

Eu cresci muito prematuramente, devido a minha criação, mas, eu também aprendi a ter minhas próprias experiências e a minha própria forma de ver a vida.

Continuo concordando com minha mãe de que não devemos fazer nada pensando que podíamos ter feito melhor, mas, em contrapartida acredito que não podemos nunca desistir, seja pelo motivo que for.

Podemos cair mil vezes, desde que levantemos outra vez.

Só me promete uma coisa aí: não desiste não. Nunca tá? Pois no fim, bem no fim, tudo dará certo. E vai por mim, vai dar muito certo.???

Beijinhos da Tai. ❤️

3 Comments

  1. Max koller

    Lindo texto, além de bem escrito, no final trouxe essa mensagem, que nos serve como lição, e impacta diretamente nossa geração, os pais que lerem, irão pensar melhor na hora de educar, e corrigir seus filhos, filhos talvez endender os pais, e isso é bom para a sociedade e o meio onde vivemos.

  2. Gilmar

    Lutemos até o fim sempre, como diz o velho ditado: mais vale a lágrima da derrota do que a vergonha de não ter lutado. Gosto muito de uma frase da Cora Coralina onde ela diz que mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar.
    bjo

  3. Fabi

    Eu também sempre fui daquelas que morria estudando para ter notas boas. :)Mais nem sempre deu certo hehe.

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